Pais Hiperpassivos ou Crianças Hiperativas?

21/06/2017

O TDAH é um dos transtornos neuropsiquiátricos mais conhecidos na infância.

Devido à baixa concentração de dopamina e/ou noradrenalina em regiões sinápticas do lobo frontal, 3 sintomas principais podem se dar, desatenção, hiperatividade e impulsividade, ocasionando sérias dificuldades para o processo de aprendizagem.

A intervenção se faz tão importante, principalmente na primeira infância, para apoiar crianças e pais a lidarem com uma impulsividade e uma hiperatividade que comprometem não só o desenvolvimento escolar como também a criação de vínculos de amizade e a autoestima da criança.

A prevalência do déficit de atenção e hiperatividade está entre 3% e 5% em crianças em idade escolar.

Grande parte das pessoas podem apresentar um ou mais comportamentos similares aos sintomas do TDAH em algum momento da vida, sem necessariamente apresentar um diagnóstico patológico.

Existem critérios especificos para que o diagnóstico se dê: duração, frequência, intensidade e interferência dos sintomas na vida do indivíduo.

Porém, parece existir mais pais hiperpassivos do que crianças hiperativas. A passividade dos pais com os filhos tem sido algo extremamente comum. Querendo acertar na educação, muitos pais preferem omitir seus desagrados com as atitudes das crianças. Isso pode ser mais intenso quando sentem culpa por estarem trabalhando o dia inteiro e não estarem presentes no dia a dia do filho.

Pais acabam sendo permissivos com várias atitudes exageradas, deixando as crianças fazerem o que quiserem, sem limites ou regras, sem exigências de concentração, sem deveres ou obrigações. E quando a criança percebe que está no controle, ela começa não só a fazer o que quer, mas também a mandar nos pais.

Filhos necessitam de educação, regras, amor e, principalmente, de um exemplo correto para que possam ser assim com seus próprios filhos no futuro.

Vale a alegria, mais que a pena, passar mais tempos com os filhos para brincar e estar presentes com eles enquanto a infância durar. O bom vínculo paterno é a base de um bom desenvolvimento psicoemocional das crianças. Os pais são como as raízes que têm a força para fazer bem crescer uma árvore com bons frutos.

O vídeo abaixo explica um pouquinho mais sobre o assunto.

Até a próxima semana!


Texto e vídeo: Gabriela L. Campos - Psicóloga na Clipee.